Quando só restar na franja da memória
Lapidada
pelo buril dos tempos ácidos
A estria
da amargura inconsequente
E a
palavra da boca dos profetas
Não
ricochetear no muro do concreto
Da
negrura sem fundo de um poço submerso
Sejais
vós ao menos infância renovada da minha vida
A colher
uma a uma as pétalas dispersas
Da
grinalda dos sonhos interditos.
Arnaldo França

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