às vezes escolho plantar palavras
para impedir que a amargura
de sempre ver-te a sangrar
sob lágrimas
que tolhem-te
decapite o eterno meu amor por ti
às vezes prefiro escrever
ilustrar uma
nova e limpa terra
arquitetar um hílare mundo
aos netos que herdarão esse
vazio
que até hoje gatinha no lamaçal
Delo Belo

Sem comentários:
Enviar um comentário