Quando este corpo meu esfacelado
Baixar á leiva húmida da cova,
Hão de os
jornais carpir a infausta nova,
Taxando-me de sábio
consumado.
Estalará na imprensa enorme brado,
Pedindo a ressurgência
d’um Canova
Que a morta face em mármore renova
Para insculpir meu busto
laureado.
Camilo Castelo Branco

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