O
nome do gato assegura minha vigília
e morde meu pulso
distraído
finjo escrever
gato, digo: pupilas, focinhos
e patas
emergentes. Mas onde repousa
o nome, ataque e
fingimento,
estou ameaçada e
repetida
e antecipada pela
espreita meio adormecida
do gato que
riscaste por te preceder e
perder em traços a
visão contígua
de coisa que surge
aos saltos
no tempo,
ameaçando de morte
a própria forma
ameaçada do desenho
e o gato
transcrito que antes era
marca do meu
rosto, garra no meu seio.
Ana Cristina Cesar

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