Noite sem lua no
deserto que comprime
a exatidão das coisas
paradoxo ambíguo de solidão
estática do astro
inigualável
noite de breu no
areal sem fim
do eterno além-fronteira
onde o nada vive acorrentado à
esfinge
da nossa escuridão
flutuam estrelas
mas a lua
não vem na mesma rota
das quimeras
escondeu o rosto na
lagoa
onde perpétuo repousa
o despertar inviolável
da nossa cor de
ébano
Olinda Beja

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