Hão-de chorar por ela os cinamomos
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão-de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.
As estrelas dirão - "Ai! nada somos,
Pois ela morreu silente e fria..."
E pondo os olhos nela como pomos,
Hão-de chorar a irmã que lhes sorria.
Alphonsus de Guimaraens
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