SIRIPIPI

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DESESPERO

de Matos, António de Matos Ferreira, nasceu em 1942 em Cantanhede, Portugal

Desespero... O mar turva-se aos meus olhos
porque o céu amua com a terra e entristece
Desespero...  Roça a minha fantasia
a língua da serpente e o meu céu não amanhece.

Rasga a sede do meu sonho
tome-me em teus braços nos instantes do delírio.
Rasga o ventre do teu dono
com a sinfonia nos compassos do martírio.

Salva-me...
 amor, salva-me.
Estrela sensual que o meu céu seduz.
Amor salva-me...
vem e salva-me
Olhar tropical que ao meu olhar dá luz.

Jorge Fernando

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