O sítio é a margem de um rio
De água límpida, corrente,
Onde o fulvo sol de estio
É abrasador, inclemente.
Vem aqui terno assobio;
Vem dali canção indolente,
Langoroso desafio
Que enternece a alma da gente.
Sobre as gramíneas da margem,
Branqueando a verdoenga vargem,
Coram as roupas. Brejeiras,
De saias arregaçadas,
Curvas, nágua, descuidadas,
Batem roupa as lavadeiras.
Abílio Barreto

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